Nos
primeiros 6 meses de vida do bebê o leite materno
deverá ser o único alimento oferecido. Não é
necessário nem mesmo água ou chás. Ele oferece uma
fonte de nutrientes especialmente adaptados às
condições digestivas e metabólicas da criança.
Oferece ainda, proteção contra algumas doenças,
estabelece um forte vínculo entre mãe e filho e
previne doenças cardiovasculares na vida adulta da
criança. O leite materno é adequado e garante o
crescimento e desenvolvimento adequados da criança
nesta fase da vida!
A
orientação do período exclusivo da amamentação é
dada pelo Ministério da Saúde e também pela
Organização Mundial da Saúde.
Na
impossibilidade ou dificuldades de amamentar o
recém-nascido deve-se procurar um profissional
capacitado para orientar a melhor conduta:
nutricionista, pediatra ou um profissional do banco
de leite humano ou posto de coleta.
A
partir do 6º mês torna-se necessário complementar a
dieta da criança com outros alimentos. Lembrando que
não é para SUBSTITUIR o leite materno e sim
COMPLEMENTAR, pois o aleitamento materno deve
ser mantido, sempre que possível, até os 2 anos de
idade.
Os
novos alimentos devem ser oferecidos ao bebê
gradativamente, sendo um alimento novo por dia,
a fim de observar a tolerância pela criança. As
papinhas de fruta poderão ser oferecidas 2 vezes ao
dia enquanto que as papinhas de sal inicialmente
poderão ser oferecidas apenas no horário do almoço e
posteriormente, por volta do 8º mês de vida,
oferecida também no jantar. Poderá ser elaborada
pelos mesmos alimentos presentes nas refeições da
família, porém, inicialmente, a consistência deve
ser adaptada às condições da criança. Não deve ser
muito mole, pois é necessário estimular a mastigação
e os dentinhos que estão começando a serem formados.
Portanto sugere-se amassar ao invés de liquidificar
e com o passar do tempo substituir por alimentos
picadinhos.
As
papinhas de sal devem conter um alimento de cada
grupo descrito abaixo:
-
energia: arroz ou batata ou inhame
ou mandioca ou angu ou macarrão,
etc.
-
proteína vegetal: feijão ou lentilha ou grão de bico
ou soja, etc.
-
proteína animal: carne ou ave
-
vitaminas, minerais e fibras: couve / cenoura /
espinafre / abobrinha / couve-flor / taioba /
brócolis, etc.
OBS: o sal e o óleo vegetal podem ser
utilizados durante o preparo, porém, cuidado com as
quantidades!!!
Deve-se evitar oferecer à criança no primeiro ano de
vida os seguintes alimentos: ovo (principalmente
a clara), mel e outros leites que não o leite
materno.
A
partir do momento que se inicia a alimentação
complementar, torna-se necessário oferecer à criança
água nos intervalos das refeições. A oferta de
líquidos deve ser oferecida diretamente em copos,
pois são mais higiênicos que mamadeiras, auxiliam no
desenvolvimento psicomotor e não desestimulam a
sucção ao seio materno.
Deve-se dar atenção á higiene dos alimentos
oferecidos, principalmente alimentos consumidos crus
como frutas e hortaliças e também aos utensílios
utilizados no preparo das refeições. Tudo deve ser
muito bem higienizado para evitar qualquer dano à
criança.
É
importante salientar que qualquer alimento
industrializado/artificial deve ser evitado porque o
intestino da criança ainda está imaturo. Em geral,
esse grupo de alimentos contém conservantes /
corantes / aditivos que devem ser evitados pelas
crianças. Uma alimentação saudável, variada e o
mais natural possível seria o ideal!!
DICAS:
Se houver recusa
da criança à oferta de um novo alimento, não
forçar. Porém, em outras oportunidades deve-se
oferecê-lo novamente, pois a criança está em um
processo de aprendizado e repetir o mesmo
alimento para a criança é necessário. Pesquisas
indicam que uma criança pode provar até 10 vezes
o mesmo alimento para poder aceitá-lo.
Permitir, sempre
que possível, que a criança segure o copo, use a
colher e as mãos para manusear o alimento,
contudo sempre sob vigilância. Esse contato
permite à criança treinar a coordenação motora
mão-boca, treinar preensão de objetos e conhecer
texturas.
Variar a forma de
apresentação e preparo da refeição. Deve ser
sempre colorida, com os alimentos colocados
separados evitando misturá-los. Assim melhoramos
o aspecto psicossensorial e prevenimos a
monotonia, além da criança ir conhecendo os
alimentos.
Os horários das
refeições da criança devem ser um momento
agradável para que ela associe a uma atividade
prazerosa. Entretanto, não se deve permitir que
a criança realize outras atividades durante a
refeição como correr, brincar ou assistir
televisão.
Mônica Apocalypse
Nutricionista
Contatos:
- Pça Dr. José Ribeiro da Silva, 57 – Centro –
Oliveira, MG – CEP: 35540-000
- Email:
mapocalypse@yahoo.com.br
Bibliografia:
- LACERDA,
E.M.A.; ACCIOLY, E.; FARIA, I.G.; COSTA, V.M.
Praticas de Nutrição Pediátrica. Ed.:
Atheneu, 2002.
- WEHBA, J. et
al. Nutrição da Criança. Ed.: Fundo
Editorial BYK, 1991
- ACCIOLY,e;
SAUNDERS, C.; LACERDA, E.M.A. Nutrição em
Obstetrícia e Pediatria. Ed.: Cultura
Médica, 2003.
- VITOLO, M.R.V.
Nutrição da Gestação à Adolescência. Ed.:
Reichmann & Affonso Editores, 2003.