Por Roberto MM
Alergia nada mais é do que uma reação de
hipersensibilidade a determinada substância, também
conhecida como alérgeno, que pode incomodar o bebê e
atrapalhar seu desenvolvimento. Ao entrar em contato
com um alérgeno, o corpo da criança o reconhece como
um invasor e reage por meio de inchaços, maior
quantidade de muco e entupimento das vias nasais. Na
maioria dos casos os sintomas são respiratórios. Há
diversas formas de ocorrer a exposição à substância
alergênica, como por contato físico, pela
respiração, por ingestão e por injeção.
Em julho, os primeiros dias do inverno e o frio
subseqüente podem provocar nas mães a dúvida se o
pequeno apresenta sintomas de alergia ou se apenas
está resfriado. Dentre os principais sinais que
indicam alergia estão o nariz escorrendo, espirros,
olhos vermelhos e lacrimejando, respiração pela
boca, coceiras, garganta irritada e vermelhidão em
regiões da pele.
Os alérgenos podem chegar ao seu filho de diversas
maneiras: transportados pelo ar, como o pólen, os
fungos, os ácaros, a poeira e as caspas de animais;
contidos em alimentos, como chocolate, amendoim,
morango, ovo e leite de vaca; por picada de
determinadas insetos ou contato com certas plantas;
pelo contato com travesseiros de pena ou roupas de
lã. O fator genético tem papel relevante no
desenvolvimento da alergia. Acredita-se que se um
dos pais for alérgico, existe também a possibilidade
que o filho o seja. Estas chances podem dobrar caso
ambos os pais tenham alguma espécie de alergia,
embora nem sempre os elementos causadores sejam os
mesmos.
Muitas vezes a identificação da alergia leva algum
tempo para ocorrer. Por isto, é preciso atenção logo
quando surgirem os primeiros sintomas, o que ocorre
normalmente em ambientes fechados como a casa e a
creche. Elimine as possibilidades uma por uma: se a
suspeita cair sobre cães, gatos ou outros animais,
retire-os do ambiente em que vive o bebê; no caso da
poeira, aproveite quando o nenê não estiver em casa
para uma faxina geral. Se a criança melhorar após
tomadas estas medidas, é grande a chance da mamãe
ter encontrado o agente causador. A alergia pode ser
sazonal ou crônica. Na primeira, os sintomas tendem
a aparecer na mesma época todos os anos. Na outra,
geralmente o alérgeno está presente no cotidiano da
criança. Existem também diversos tipos de testes que
ajudam na identificação de alergias, como o do
arranhão, o intradérmico e o exame de sangue. No
entanto, o resultado destes quando aplicados em
bebês com menos de 18 meses pode ser falsamente
negativo, devido ao fato do sistema imunológico da
criança ainda ser imaturo ou porque a alergia ainda
não se desenvolveu por completo. Como sempre, o
acompanhamento médico é essencial.
Embora não possa eliminar completamente o contato
entre o nenê e os alérgenos, a mamãe pode tomar
diversas medidas para evitar que isto ocorra. Entre
elas estão:
* lavar freqüentemente cortinas, mosquiteiros,
lençóis, mantas, fronhas e cobertores
* não colocar tapetes e carpetes no quarto da
criança
* limpar a casa somente quando o bebê alérgico não
estiver no ambiente e não usar vassouras,
espanadores ou panos secos
* forrar colchões e travesseiros
* limpar semanalmente as pás do ventilador e o
filtro do ar-condicionado
* evitar plantas em xaxim por causa do mofo
* ficar atenta ao contato do nenê com animais de
pêlo ou pena
* utilizar sabonetes neutros, desodorantes e xampus
sem perfume.
* use somente maquiagem hipoalergênica
* evitar o manuseio de roupas e objetos guardados há
muito tempo, devido ao mofo e à poeira
* só oferecer bichos de pelúcia laváveis, mesmo
assim evitando que permaneçam muito tempo expostos
no quarto do bebê
* evitar odores, fumaças em geral, formol, amônia,
éter, tintas, colas, etc.
* evitar desinfetantes com perfume forte
* embora não se acredite que a fumaça do cigarro
cause alergia, pode agravá-la
* nunca dê medicamentos sem orientação médica
Fonte: Gerber
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