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Por Laís Pilz
Hoje se chega à
adolescência com muito mais informações sobre sexo do que há duas
décadas, e existe uma grande variedade de métodos contraceptivos .
Mesmo assim, a ocorrência de gravidez nesta faixa etária constitui-se
num problema social que atinge todas as classes sociais. O que se
constata é que a gravidez é utilizada como forma de auto-afirmação,
resposta a conflitos, para preencher carências, chamar a atenção dos
pais, entre outros motivos.
Para a Dra. Isabel Freitas , especializada no atendimento à
adolescentes, um meio importante para diminuir o problema é a criação
de serviços especializados de profissionais de saúde, com pediatra,
psicólogo, enfermeira, assistente social, urologista e ginecologista.A
educação sexual deve ser entendida como um processo de construção de
cidadania, de cuidar-se e do cuidar do outro. É necessário que o
adolescente reconheça sua responsabilidade.
Há de se saber
também, que a gravidez abaixo de 16 anos incorre em risco obstétrico,
pois a adolescente está mais sujeita a doença hipertensiva específica
de gestação, eclampsia, depressão, anemia, desnutrição, hemorragia e
mortalidade perinatal. O encaminhamento precoce ao serviço de
pré-natal é fundamental, o que nem sempre ocorre, porque elas demoram
a perceber que estão grávidas, e escondem a atividade sexual. Entre os
métodos anticoncepcionais, as pílulas são a forma mais eficaz e não
comprometem o crescimento da adolescente. Mas é sempre bom lembrar que
o uso do preservativo masculino ou feminino é fundamental para evitar
doenças sexualmente transmissíveis.
Fonte: Bela.com.br

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