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Os gastos
com saúde respondem por cerca de 5% do total das despesas
das famílias brasileiras, segundo estimativa do IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este
percentual, contudo, reflete uma média nacional. Além de não
levar em consideração
renda ou localização, ele também inclui as pessoas
que utilizam o sistema público de saúde, e que, portanto,
quase não têm despesas com atendimento médico.
Na prática, isso significa que o gasto efetivo com saúde de
uma família que opta pela utilização do sistema privado pode
ser bem mais elevado. Assim, contratar um plano ou
seguro saúde é cada vez mais uma necessidade,
especialmente se considerarmos a qualidade dos serviços
públicos oferecidos neste segmento.
Plano ou seguro saúde?
A maior diferença entre os planos e seguros-saúde é
operacional. Se você quer ter liberdade de escolha de
médicos e hospital, os seguros são mais indicados, pois com
eles é possível consultar médicos e entidades que não sejam
conveniadas, o que já não acontece nos planos de saúde.
Em outras palavras, o seguro dá mais flexibilidade. Mas,
dependendo do seguro contratado, o valor reembolsado pode
ser muito inferior ao preço da consulta. Neste tipo de
situação, é mais vantajoso optar por médicos conveniados,
pois o reembolso é total. Outra diferença é que as
seguradoras não podem administrar diretamente hospitais ou
clínicas médicas.
Escolhendo a cobertura ideal para você
Tanto os planos de saúde quanto dos seguros de saúde
oferecem hoje cinco tipos de coberturas. Além do plano de
referência, existem outras quatro coberturas segmentadas,
como detalhado abaixo:
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Plano de referência: por ser o mais completo, já que
engloba os benefícios dos planos ambulatoriais e
hospitalares, é também o mais caro. Além de consultas
médicas, exames, partos e tratamentos, inclusive para
doenças como câncer e Aids, esses planos também dão
acesso a cirurgias e transplantes.
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Plano ambulatorial: a cobertura básica garante
consultas médicas em número ilimitado, acesso a todos os
procedimentos ambulatoriais, inclusive aqueles que
exijam procedimento cirúrgico, sendo permitida a
internação hospitalar desde que não supere o período de
12 horas. O plano também dá acesso ao tratamento de
hemodiálise, quimioterapia (desde que não exija
internação), radioterapia e cirurgias oftalmológicas.
Para quem tem problema de coração, contudo, o plano não
permite exame de cateterismo, assim como exclui
cirurgias com anestesia geral.
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Hospitalar: o foco deste tipo de plano é o acesso à
internação hospitalar tanto em quarto comum como em
quarto de unidade de terapia intensiva. Nos dois casos
não há limite de
prazo. Este tipo de plano também cobre gastos com
médicos e enfermeiras durante a internação, assim como
exames complementares, medicamentos, transfusões e
tratamento de quimioterapia.
Por um custo adicional, também é possível ter cobertura
para doença pré-existente, ou, segundo previsto em Lei,
de cobertura temporária para estas doenças. Em
contrapartida, não é oferecida cobertura para
atendimento pré-natal, transplantes que não de rim e
córnea, consultas ambulatoriais, clínicas de repouso
para idosos e clínicas de emagrecimento.
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Plano hospitalar com obstetrícia: Oferece a mesma
cobertura que o plano hospitalar, e inclui atendimento
pré-natal, assistências ao parto e recém nascido por 30
dias, assim como eventuais complicações pós-parto da
mãe. Desde que o plano seja feito até 30 dias após o
nascimento do bebê, também permite a inclusão do filho
como dependente do plano, sem que seja exigida carência.
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Plano odontológico: Garante cobertura de todas as
despesas com tratamento dentário realizado em
consultório e sem anestesia geral. Isso inclui, por
exemplo, endodontia, cirurgias menores com anestesia
local, periodontia e exames de radiologia.
O que
não é incluído?
Nenhum dos planos oferece cobertura para inseminação
artificial, tratamentos experimentais, assim como não
fornecem próteses ou acessórios e equipamentos que não
estejam ligados ao ato cirúrgico coberto pelo plano.
Tratamentos psicológicos e de fisioterapia também não são
obrigatoriamente cobertos, pois não são consideradas
especialidades médicas, assim como cirurgias plásticas e
tratamentos de emagrecimento com finalidade estética. Os
procedimentos médicos e odontológicos que não são
relacionados pelo Conselho Nacional de Saúde, como a
homeopatia, por exemplo, também não são cobertos.
Faça as contas
O valor da mensalidade é função não só do seu perfil de
risco, como também das coberturas às quais você quer ter
direito. Se você não tem como arcar com os custos de um
plano de referência, avalie suas necessidades e combine
alguns planos segmentados, de forma a obter uma cobertura
mais ampla, sem custos exagerados.

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