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CONSIDERAÇÕES GERAIS: Apenas infecção
aguda pelo Toxoplasma gondii ou reagudizada, pode resultar em infecção
fetal. Gestantes com outras condições que determinem imunodepressão (
HIV, Corticoterapia prolongada, etc) são as únicas consideradas sujeitas
a reagudização ( nestas pacientes a sorologia deve ser realizada a cada
2 meses). O risco de transmissão do parasita para o concepto aumenta com
a evolução da gestação, cerca de 20% a 25% no primeiro trimestre e 65% a
80% no terceiro trimestre (na gestante não tratada). Quanto à gravidade
das alterações provocadas pela toxoplasmose congênita, estas são mais
graves quanto mais precoce fora infecção (lesões neurológicas e
oculares). Vale ressaltar que 90% das gestantes que apresentam
soroconversão não manifestam qualquer sintomatologia. Este fato
demonstra a importância do rastreamento sorológico por ocasião da
gravidez.
DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO MATERNA: É indicativo de infecção materna com
risco fetal o aparecimento de IgG em paciente previamente negativa ou
aumento significativamente dos títulos (acima de duas diluições - p.ex.:
1 / 512 para 1 / 4096), em duas amostras colhidas com intervalo mínimo
de 3 semanas, testadas de forma seriada. A detecção de IgM também faz
diagnóstico de toxoplasmose recente. Permanece positiva por quatro meses
habitualmente, mas em alguns casos é detectada apenas algumas semanas e,
em outros, por até um ano. O uso do método ELISA para investigar
toxoplasmose tem sido usado mais recentemente, além da
Imunofluorescência; convém lembrar que devido a sua sensibilidade
podemos encontrar IgM positiva até um ano após a fase aguda da doença.
DIAGNÓSTICO DA INFECÇÃO FETAL: Será baseado em:
1 - ULTRASSONOGRAFIA OBSTÉTRICA: Rastreio de Espessamento anormal da
placenta; Dilatação dos ventrículos laterais; Necrose cerebral focal;
Ascite;
Hepatomegalia; Calcificações intracranianas. Deve ser realizada
mensalmente até o final da gravidez. Ressalva para o fato de que a maior
parte dos fetos acometidos no 3º trimestre não apresentam alterações à
Ecografia.
2 - AMNIOCENTESE : A partir da 14ª semana pode ser colhido líquido
amniótico para pesquisar o Toxoplasma gondii. Usa-se a inoculação em
ratos e recentemente a técnica da PCR (Polimerase Chain Reaction).
3 - CORDOCENTESE : Indicada entre a 20ª e a 24ª semanas ( quando o feto já
é imunocompetente), para toda gestante com toxoplamose aguda ou
reagudizada
(excluindo portadoras de HIV). Repetir entre a 30ª - 32ª semanas se o
diagnóstico não for firmado. Solicitar os Testes Específicos
quantitativos: IgM específica, IgM total,
IgG. Testes Inespecíficos: Contagem de leucócitos (Leucocitose +) Contagem
de plaquetas (Plaquetopenia +); Contagem de eosinófilos (Eosinofilia +).
Valor diagnóstico dos testes : IgM específica só é positiva em 21% dos
casos, por
imaturidade do sistema imunológico do feto entre a 20ª - 24ª semana. Entre
a 30ª e a 34ª semana é positiva em mais de 60% das vezes.
TRATAMENTO
1 - Confirmado o diagnóstico de infecção aguda materna ou reagudização,
deve ser iniciado o esquema com a Espiramicina (Rovamicina) - 3 g / dia
até o final da gestação. Apresentação: comps. de 500 mg (2 comps de 8/8
h). A Espiramicina não trata o feto, porém reduz o risco de infecção
fetal em 60%.
2 - Se infecção fetal for confirmada: associar o esquema abaixo:
Pirimetamina - 50 mg / dia (Daraprin - comps de 25 mg) + Sulfadiazina (Ceme)
- 3 g / dia (cada comprimido = 500 mg) + Ácido Folínico - 15 mg / dia
(cada comprimido = 5 mg).
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Observações:
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Acompanhamento pré-natal adequado revela a presença de
toxoplasmas acometendo a saúde fetal.
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Autor:Dra.Micheline
F. Vitorino
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Fonte:womancare-
saúde materno-fetal

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